buena suerte papa francisco*
quarta-feira, 13 de março de 2013
Independentemente de tudo...
... de qualquer crença, de qualquer ideologia ou religião... Um papa que se emociona, qua agradece, que se ri e que faz rir a multidão que o espera traz uma ponta de esperança consigo.
terça-feira, 12 de março de 2013
Desabafos de uma cabeça que hoje doi...
Queria gostar do improviso assim como gosto das regras e da rígidez. Detesto perder um controlo que raras vezes sei que tenho. Queria ter lutado menos em alguns momentos e mais noutros. Queria não saber o que é ser vencido pelo cansaço. Queria saber lidar com os elogios da vitória. Queria não me perder tantas vezes nessa luta que nem sei se a comecei ou se a estou a acabar. Queria não ter medo. Do que não controlo, do que controlo demais, das circuntâncias, dos outros, de mim mesma. Queria ter percebido mais cedo umas tantas coisas e mais tarde umas tantas outras. Queria não ter acreditado tanto e ao mesmo tempo tão pouco. O problema é mesmo esse: eu quero sempre o querer e já não o sei ser de outra forma. Com ele há algo que se transforma constantemente.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Párem lá de criticar as miúdas....
Quem cresceu nos anos 90 e não teve pelo menos um destes pósters no quarto que atire a primeira pedra....
Ok ok... Não tatuavamos o nome deles nos braços nem acampavamos nos concertos. Mas também isso não nos era tão facilitado nem existiam tantos meios de divulgação como agora. Eu pelo Enrique tinha chorado coisita que se visse e era bem capaz nas fases mais críticas de tatuar uma estrelita (ok ok de novo, graças dou por nunca me ter passado pela cabeça tão coisa).
Ok ok... Não tatuavamos o nome deles nos braços nem acampavamos nos concertos. Mas também isso não nos era tão facilitado nem existiam tantos meios de divulgação como agora. Eu pelo Enrique tinha chorado coisita que se visse e era bem capaz nas fases mais críticas de tatuar uma estrelita (ok ok de novo, graças dou por nunca me ter passado pela cabeça tão coisa).
O saber esperar...
Tenho grandes problemas com a gratificação diferida. Sabendo que tenho direito a uma coisa, sabendo que tem de sair um resultado ou mesmo uma resposta, não descanso. A parte boa é que sou igual quando tenho de ser eu a fazer as coisas e não sei procastinar. Sabendo que tenho de as fazer dou por mim a ficar ansiosa quando passa um pedacinho de tempo a mais. Se ganho alguma coisa com isso? Salvo raras vezes, não. Se perco? Ui se perco... Uns anos valentes... Esperar é um dom, já vão dizendo... Onde é que ele é mesmo aprendido?
Inspira, expira (é das poucas coisas que resulta). E tenham uma boa semana*
sexta-feira, 8 de março de 2013
No dia da mulher só me vem isto à cabeça....
Dois apresentadores de uma televisão holândesa. Eletrodos para causar uma sensação relativamente semelhante à dor de parto (atenção que eu acho que não deve doer nem metade e na mulher a isto acrescentam-se a dilatação e todas essas coisas que ainda não experimentei mas que sei que são complicadas para lá de muito). A cara deles. Um precisou de oxigénio.
E agora ainda perguntam porque é que as mulheres são para lá de espetaculares?
quinta-feira, 7 de março de 2013
Valeu a pena....
Porque hoje é um dia feliz. Apesar da tempestade hoje sinto que nada pode afetar o momento. Acima de tudo vou ser recompensada por muitos anos de esforço. E nem consigo explicar o que sinto.
Tenham um dia excelente*
terça-feira, 5 de março de 2013
Ao Hugo, simplesmente Hugo...
Morreu Hugo
Chavez. Não deixo de me inquietar com a carta que a ex-mulher lhe escreveu.
Ultrapassando todas as questões ideológicas, políticas e corruptas...Raios me
partam se quereria ser lembrada assim...
Hugo,
(...)
Diz-me, neste
momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores
insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar
a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te
receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos
honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de
estado... Diz-me agora que vomitas a sopa de abóbora que as enfermeiras te dão
na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as
lantejoulas já não aprecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te
rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores
que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.
Podes escutar
o povo do teu país do lado fora do teu quarto?... Deve ser a tua imaginação ou os
efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito
distante, entre gente que não conheces... Sim, estás a morrer no teu próprio
exílio, entre um bando de moços a quem confias-te o teu próprio país,
teus últimos momentos serão passados entre chulos e vigaristas, entre a tua
coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e
poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles
pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu
país à beira de uma guerra civil...
(...)
Bem, despeço-me; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como
um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e por te deixares levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua
ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à
liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos.
Nancy Iriarte
Díaz
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