segunda-feira, 11 de março de 2013

Párem lá de criticar as miúdas....

Quem  cresceu nos anos 90 e não teve pelo menos um destes pósters no quarto que atire a primeira pedra....






Ok ok... Não tatuavamos o nome deles nos braços nem acampavamos nos concertos. Mas também isso não nos era tão facilitado nem existiam tantos meios de divulgação como agora. Eu pelo Enrique tinha chorado coisita que se visse e era bem capaz nas fases mais críticas de tatuar uma estrelita (ok ok de novo, graças dou por nunca me ter passado pela cabeça tão coisa).

O saber esperar...

Tenho grandes problemas com a gratificação diferida. Sabendo que tenho direito a uma coisa, sabendo que tem de sair um resultado ou mesmo uma resposta, não descanso. A parte boa é que sou igual quando tenho de ser eu a fazer as coisas e não sei procastinar. Sabendo que tenho de as fazer dou por mim a ficar ansiosa quando passa um pedacinho de tempo a mais. Se ganho alguma coisa com isso? Salvo raras vezes, não. Se perco? Ui se perco... Uns anos valentes... Esperar é um dom, já vão dizendo... Onde é que ele é mesmo aprendido? 

Inspira, expira (é das poucas coisas que resulta). E tenham uma boa semana*




sexta-feira, 8 de março de 2013

No dia da mulher só me vem isto à cabeça....

Dois apresentadores de uma televisão holândesa. Eletrodos para causar uma sensação relativamente semelhante à dor de parto (atenção que eu acho que não deve doer nem metade e na mulher a isto acrescentam-se a dilatação e todas essas coisas que ainda não experimentei mas que sei que são complicadas para lá de muito). A cara deles. Um precisou de oxigénio. 

E agora ainda perguntam porque é que as mulheres são para lá de espetaculares?



quinta-feira, 7 de março de 2013

Valeu a pena....

Porque hoje é um dia feliz. Apesar da tempestade hoje sinto que nada pode afetar o momento. Acima de tudo vou ser recompensada por muitos anos de esforço. E nem consigo explicar o que sinto. 

Tenham um dia excelente*



terça-feira, 5 de março de 2013

Ao Hugo, simplesmente Hugo...


Morreu Hugo Chavez. Não deixo de me inquietar com a carta que a ex-mulher lhe escreveu. Ultrapassando todas as questões ideológicas, políticas e corruptas...Raios me partam se quereria ser lembrada assim...

Hugo,
(...)
Diz-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado... Diz-me agora que vomitas a sopa de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aprecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.

Podes escutar o povo do teu país do lado fora do teu quarto?... Deve ser a tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces... Sim, estás a morrer no teu próprio exílio, entre um bando de moços a quem confias-te o teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre chulos e vigaristas, entre a tua coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil...
(...)

Bem, despeço-me; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e por te deixares levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos.

Nancy Iriarte Díaz

segunda-feira, 4 de março de 2013

Não nos devemos desprender de amores antigos....

.... e os brincos são um dos meus maiores.


































Lembro-me...

...muito bem do ano em que o Rui Pedro desapareceu. Moro relativamente perto da sua cidade e lembro que haviam papeis em todos os cafés, restaurantes, mercearias.... Lembro do fundo com bonecos e da cara de reguila com que ele aparecia na foto. Acho que a decorei, acho que todos por cá decoramos cada pormenor daquele pedido de ajuda. Lembro-me de ter medo de que o mesmo me acontecesse a mim, lembro-me de me sentir incomodada cada vez que alguém menos conhecido me falava. Tenho na minha cabeça as palavras dos meus pais a recomendarem-me cuidado, tenho no meu coração todas as vezes em que me agarravam a mão com força cada vez que estamos num local com pessoas menos conhecidas. Não  foi só o Rui Pedro que desapareceu. Foi um pouco da ingenuidade e da liberdade de todos os que contactaram com o caso. A partir daquele dia nunca mais estas aldeias e cidades foram as mesmas, nunca mais as crianças brincaram nas ruas com a despreocupação de outrora. Hoje, o Afonso Dias foi acusado. Nada muda. O Rui Pedro não voltou e nada é como antes.